Reitor da USP aumenta os gastos e universidade entra em crise!

O atual reitor Marco Antonio Zago deu aval para os gastos feitos pela USP desde 2011 que levaram a universidade a entrar em crise.

Documentos analisados pela Folha mostram que o Conselho Universitário, formado por cerca de 150 dirigentes, entre eles Zago, autorizou os gastos que superaram em pelo menos R$ 1,3 bilhão o montante que a USP tinha disponível para cobrir suas despesas em dois anos.

O maior vilão do rombo foi a folha de pagamento dos funcionários da USP.
Zago, que assumiu o cargo em janeiro passado, era pró-reitor de pesquisa à época. Em abril deste ano, ele chegou a distribuir carta aberta à comunidade acadêmica justificando a necessidade de cortes e contenção de gastos.

Em um dos trechos, ele escreve que a situação orçamentária antes de sua posse era compartilhada por poucas pessoas, entre as quais não estavam incluídos pró-reitores. Para tentar superar a crise, a universidade suspendeu obras, contratações de novos profissionais e propôs o congelamento de salários. O reitor da gestão passada foi João Grandino Rodas. Ele e Zago foram procurados pela Folha, mas não falaram.

POUPANÇA

Além dos reajustes salariais, a USP comprou imóveis e outros bens.

Um professor que participou da reitoria e pediu anonimato, diz que a universidade gastou R$ 70 milhões para adquirir uma área ao lado da Cidade Universitária, no Butantã, na zona oeste. Também comprou escritórios no Centro Empresarial de Santo Amaro, na zona sul, e um navio oceanográfico, que está parado há seis meses.

A aprovação dos gastos obrigou a USP a começar a utilizar dinheiro de uma poupança que mantém para cobrir aposentadorias e grandes investimentos.

A USP, que teria repasse de R$ 4,36 bilhões, acabou tendo de usar ainda mais reservas para cobrir suas despesas. Em dezembro de 2012, por exemplo, o conselho aprovou o uso de quase R$ 1 bilhão
(R$ 509 milhões das reservas para 2013 e R$ 460 milhões já utilizados em 2012).

A universidade possuía R$ 3,2 bilhões de reserva em 2012. Com os gastos, em março deste ano esse valor já estava em R$ 2,31 bilhões. Em 2011, a USP já sabia que começaria a usar suas reservas. Na ocasião, o conselho aprovou aumentos a técnicos e docentes por meio de mudanças no plano de carreiras.

A nova carreira para os técnicos passou pelo conselho sem nenhum voto contrário, ainda que uma comissão assessora tivesse alertado que seria necessário o uso da poupança para cobrir o reajuste.
Nos últimos quatro anos, os técnicos da USP receberam aumento médio de 75%; os docentes, de 43%.

O salário médio de um docente subiu de R$ 9.500 para R$ 13,5 mil. O dos técnicos passou de R$ 4.700 para R$ 8.300. Os gastos da universidade são bancados com parte do ICMS.

Dois professores que estavam em postos-chave da gestão anterior afirmaram à Folha que a universidade tende a não prestar muita atenção no impacto orçamentário de seus novos programas. No caso da carreira dos técnicos, o conselho aprovou de pé, disse um deles. Era bom para a USP? Então aprovamos.

Eles deram entrevista sob a condição de não serem identificados, pois entendem que a justificativa oficial deve ser dada pelo ex e pelo atual reitor, que conduzem as discussões dentro da USP.

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